terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lebronx | Cupuaçu é tudo!

Uma das coisas comestíveis de que mais gosto é de cupuaçu. Então, dá para entender porque no Lebronx escolhi a sobremesa muito antes do prato principal: milkshake de cupuaçu. Comi meu sanduíche de mignon com cebola roxa e gorgonzola ao vinho do porto – bem gostoso, por sinal – na velocidade da luz, só para chegar logo à sobremesa. E não me arrependi. O milkshake é tudo de bom. Quero de novo!
  
Em tempo: o milkshake, que custa R$12,90 fica muito melhor sem o chocolate que faz parte da receita original. Descobri isso porque o tal ingrediente veio faltando e pedi para acrescentar. Continuou bom, mas puro estava ainda melhor! Vale tentar pedir para vir sem ou torcer para vir faltando de novo...
Em tempo 2: apesar de vir faltando o chocolate, vale comentar que o atendimento foi excelente.
Em tempo 3: o sanduíche custou R$27,90 e deu para dividir.
Em tempo 4: Tiraram o cupuaçu do cardápio, uma verdadeira pena!!!!

Serviço: Av. Ataulfo de Paiva, 313, Leblon. Tel.: 2521.6205

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tapy Oca | Misture o que você quiser

Na verdade, se fosse para comparar, eu diria que é o Spoleto das tapiocas. Localizada no 1º piso do Botafogo Praia Shopping, achei a ideia da loja ótima, pois sou louca por uma tapioca... Por sinal não entendo quem diz que não gosta da iguaria, alegando que ela não tem gosto. A graça é exatamente essa: ela vai bem com tudo!
E no Tapy Oca tem de tudo mesmo: são 18 ingredientes salgados e outros 18 doces. Você escolhe quantos recheios deseja (varia de 6,90 a 9,90) e vê tudo sendo preparado ali na sua frente, ao estilo Spoleto, só que dentro de uma tapioca, claro.
Eu, lógico, pedi a maior de todas e com o máximo de recheio. Tomate seco, linguiça e provolone. Ficou muito bom! Não vejo a hora de voltar e experimentar alguma (exótica) combinação doce...

Serviço: Botafogo Praia Shopping, 1º piso. Tel.: 3592-9821.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nam Thai 2 | Sobremesa para homem nenhum botar defeito...

Já escrevi sobre o tailandês Nam Thai e, como deu para perceber, adoro o lugar. 
Recentemente, voltei lá e pedi pato ao molho de tamarindo (Phed Pad Makarm). Na verdade, confesso que pedi muito mais pelo tamarindo que pelo pato, pois não sou muito fã da carne, acho o sabor muito marcante. Mas não vim comentar sobre ele e, sim, sobre a sobremesa... assim que abri o cardápio, muito antes de decidir o prato principal, ela já estava escolhida: Kulfi de chocolate belga e ovomaltine com banana caramelizada e calda toffee. 
Pois bem, aí me resta abrir um parênteses... devido ao preço (20,00) quando a bendita sobremesa chegou a nossa mesa, os homens não seguraram o riso. Na verdade, nunca entendo muito bem porque os homens quase sempre riem de pratos exóticos. Principalmente, quando são exóticos e caros. E pior, muito pior, quando são exóticos, caros e pequenos. Aí eles te olham com aquela cara de “o que eu estou fazendo aqui?, devia estar em uma churrascaria” e você acaba se sentindo levemente idiota...
Mas bastou uma mordida para ter certeza de que valia cada centavo. I-r-r-e-s-i-s-t-í-v-e-l. Aí, quem riu fui eu. E como diz o ditado, quem ri por último...

Em tempo: Kulfi é uma sobremesa congelada muito cremosa, mais pesada e de textura mais densa que sorvete. No oriente, é feito tradicionalmente com leite reduzido no fogo e açúcar e moldado em formato de cone e servido como um picolé. (extraído de www.aromasesabores.com)

domingo, 5 de setembro de 2010

Woki Noodle Bar | Sabor fumaça?!

Já fazia tempo, estava querendo conhecer alguma dessas lojas especializadas em yakisobas que têm proliferado pela cidade, mais ou menos como os sorvetes de iogurte e as temakerias.
Acabei indo ao Woki Noodle Bar, no Barrashopping. A loja estava vazia, mas como a curiosidade me move, paguei para ver...
Por 14,90 você escolhe massa comum e trigo sarraceno, bifun, mix de vegetais, ou arroz e opta por um molho. Também é possível acrescentar outros ingredientes, como castanha de caju e camarões, por mais 3 ou 4 reais.
Fiquei com o de trigo sarraceno, molho bangkok (leite de coco, curry e pimenta) e acrescentei shitake. O macarrão é cozido ali mesmo na sua frente, em alguns segundos.
E bota cozido nisso. Meu macarrão estava com gosto de fumaça... E quando pensei que era implicância da minha parte, minha acompanhante observou que o dela também estava. E por sinal foi o único gosto que senti, pois o molho era fraco e em pouca quantidade. A salvação foi um shoyo disponível no balcão e sal, bastante sal.
Não vou dizer que é ruim. Mas com os 18,00 que paguei, conseguia coisa melhor, talvez o Burguer King que fica logo ali do lado. E que estava lotado...

Em tempo: Deixem-me fazer o mea culpa, o Burguer King anda em baixa após a apreensão de queijo com validade vencida. Na dúvida, fujam do Burguer King!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vintage Cupcakes | De comer (apenas) com os olhos


Lindos eles são. E estão na moda. Mas sabe aquela história de comer com os olhos?! Cai como uma luva nos bolinhos vendidos na Vintage Cupcakes do Barrashopping: são só para comer com os olhos mesmo. Quando você come com a boca descobre que eles não têm a menor graça... Escolhi um de Sonho de Valsa, aparentemente irresistível. Encontrei um bolinho sem graça, muito parecido com os tradicionais “Ana Maria” à venda em qualquer supermercado – pela terça parte do preço do tal cupcake, diga-se de passagem. E, em cima deles, uma cobertura gordurosa, sem graça assemelhada aos de doce de padaria. Não me acrescentou nada além de calorias, muitas calorias. Pode até ser que haja exceções ali, mas não me animo muito a experimentar. Os olhos que me desculpem, mas comer com a boca para mim ainda é fundamental...

Em tempo: O docinho custa 6,50.

sábado, 28 de agosto de 2010

Sawasdee | Mico impronunciável

Savagi, Suasdi, Sauasdi... Definitivamente ninguém acerta a pronúncia do nome do tailandês que fica no Fashion Mall. Não resisti e perguntei. É Savasdi. (ou não...)
Enfim, fui ao tal lugar difícil de pronunciar. E claro, não consegui pronunciar mais um monte de coisas no cardápio... Mas impronunciável mesmo foi o mico que quase paguei devido à minha ignorância culinária. Ouvi falar de um tal Filé de Saint Pierre e pedi.
Pedido anotado, o garçom confirma: “Então para a senhora é o filé de peixe...”. Filé de peixe?! Ué?! Foi aí que descobri que Filé de Saint Pierre não tem nada a ver com filé mignon. É peixe e pelo jeito é um termo tão corriqueiro que dispensa explicação. Abafa o caso. E o mais ridículo é que não como peixe...
Salva pelo garçom, troquei o peixe pelo Mussaman Curry (52,00): carne de porco refogada ao leite de coco, curry vermelho, abacaxi, cebola e batatas e salpicado com amendoim. E pimenta, claro.
Por sinal, falando em pimenta, o meu tinha uma “chama”, mas passava fácil por duas (a quantidade de pimenta vem indicada no cardápio por pequenas chamas, em uma escala de 0 a 3). Acompanhando, arroz de jasmim (aquele super-ultra branco).
O molho estava ótimo, o arroz idem, mas a carne estava média. Em relação à quantidade, foi bem razoável e deu para dividir.
Já a sobremesa... tudo bem, é um tailandês, mas qual é a função de uma sobremesa sem chocolate?! Nem arrisquei. Mas um de meus acompanhantes experimentou a de abóbora com manjar de coco e calda de caramelo. Boa mas, mas nada que valha R$ 18,00. Os preços das sobremesas, pelo jeito, são tão impronunciáveis quanto o próprio nome do restaurante e quanto ao mico que quase paguei...

Serviço: São Conrado Fashion Mall - 1º piso. Tel.:3322.2150

sábado, 21 de agosto de 2010

Uno Grill | Restam 364 dias


Meu aniversário. Na verdade, véspera do meu aniversário.
Sigo a filosofia de sempre procurar alguma promoção que me favoreça nesta data, afinal, para ir nos lugares que nada oferecem, restam os outros 364 dias do ano. Pois bem, descobri a convidativa promoção do Uno Grill, o ex-Banana Jack do Shopping da Gávea. De Domingo a quinta, levando dois acompanhantes, o aniversariante ganhava nada menos do que o prato principal e a sobremesa. Não ia deixar passar... Providenciei os dois acompanhantes e lá fui.
Pedi o Cheddar e Bacon, no qual a carne do hambúrguer vem recheada, claro, com cheddar e bacon. Isso resulta em mais ou menos 4cm de altura só de carne, que se somam a mais uns 5 ou 6cm de pão e complementos, o que torna quase impossível a missão de comê-lo. É totalmente contra indicado para que estiver em início de namoro: o mico é certo! Mas afora a vergonha, o hambúrguer estava bem satisfatório, só um pouco bem passado demais... Acompanhando, batatas fritas e molho barbecue (por sinal, única opção de molho, o que achei meio sem graça).
De sobremesa, brownie com sorvete de creme, chantilly com castanhas e o melhor: calda de chocolate quente à parte – em um potinho separado – tudo de bom o tal potinho! Só por ele já vale o retorno, afinal, ainda restam 364 dias...

Serviço: Shopping da Gávea, 1º andar. Tel.: 3456-7890.

sábado, 14 de agosto de 2010

Termos gastronômicos | Para não passarmos vergonha (4)

Continuando a série "Termos gastronômicos", apresento mais três termos que sempre via nos cardápios e nunca entendia o que queriam dizer. Mais uma vez, se eu estiver errada, me corrijam, please.

Steak Tartare
Steak Tartare, Steak Tartar ou Beef Tartar, é uma receita clássica que vem do tempo em que os tártaros comiam carne crua. É feito, obviamente, com carne crua, moída ou picada, que deve ser de primeira qualidade, sem nervos ou gorduras e deve ser preparada no momento de servir. É temperada com ingredientes fortes, como cebola, cebolinha, alcaparras, etc. É indispensável ser acompanhado de gema de ovo, também crua, normalmente colocada no centro do “bolo” de carne.

Molho bernaise
Bearnaise (pronuncia-se bearnesse) é um molho da cozinha clássica francesa à base estragão, ovo, cebola e manteiga. Pode-se usar vinho, pimenta, gotas de limão, salsinha picada, etc. É excelente acompanhamento para aves, peixes e, principalmente, para carnes grelhadas. A dificuldade para deixar o molho no ponto é uma das provas de fogo para identificar um bom cozinheiro.

Estragão
É uma herbácea usada em variados pratos como ovos, tomates, molhos, peixe, frango e picles. E é essencial no molho Bearnaise. Seu sabor é adocicado e ao mesmo tempo levemente picante, lembrando, a algumas pessoas, o cheiro e gosto do funcho (também conhecido como erva-doce). Suas folhas podem ser utilizadas tanto verdes e frescas quanto secas, dependendo da receita.

sábado, 7 de agosto de 2010

O melhor bolo de chocolate do mundo | O melhor marketing do mundo


Sim, esse é o nome do estabelecimento que abriu no shopping Rio Design: “O melhor bolo de chocolate do mundo”. Com um nome sugestivo desses é óbvio que não havia a menor chance de eu não querer experimentar. Marketing puro!  
A curiosidade era tanta que fui sozinha mesmo. Pedi o bolo “tradicional”. As outras opções são o “meio amargo” e o diet.
Foi quando descobri que o melhor bolo de chocolate do mundo é, na verdade, uma torta. Uma torta mousse ou coisa do tipo com uma cobertura crocante, quase um suspiro. Sim, é bom, mas está longe de ser um bolo. 
A fatia (bem) pequena custa R$ 8,90. Vale a pena? Vale, mas não morreria pela melhor torta, digo, melhor bolo de chocolate do mundo. Acho que o mundo é um pouco maior...

Em tempo: Um detalhe, os bolos não levam farinha nem fermento.
Em tempo 2: O melhor bolo começou e Lisboa em 1987. O sucesso foi tanto que fez o chef a cruzar o Atlântico para inaugurar uma filial em São Paulo, e agora esta, no Rio.
Serviço: Rio Design Leblon, Av. Ataulfo de Paiva, 270, subsolo.

sábado, 31 de julho de 2010

Palaphita Kitch | "Welcome to the jungle"

Continuando a série heróis do cinema, depois do Hulk do post anterior, agora foi a vez de sentir-me o Tarzan. Ou a Jane. O cenário também era o mesmo do outro post: os quiosques da Lagoa. Mas as semelhanças param por aí... depois da decepção com o Arab da Lagoa, foi muito interessante a incursão ao Palaphita Kitch, um restaurante de comida amazônica que faz você se sentir acampado no meio da selva.
Tudo começa na iluminação. Cheguei e tomei aquele susto: “devem ter fechado, está tudo escuro!”, pensei. Mas quando se chega (bem) perto, vê-se que na verdade o bar está praticamente lotado e que a não-iluminação faz parte do cenário e compõe perfeitamente com os móveis de madeira rústica. Adorei uma espécie de sofá suspenso que dá a sensação de estarmos em uma casa na árvore. Tudo sobre um chão de terra batida, hiper no clima. E como boa parte do local é descoberta, é possível admirar o céu, que colaborou conosco e caprichou na lua cheia. Perfeito. Se não chover, claro...
O bom humor também faz parte da tônica do lugar. É indispensável, por exemplo, uma chegada ao toalete. A princípio são aqueles containers horrorosos que há em qualquer grande evento. Mas dentro, um tem neon, o outro tem um ralador (para o caso de o papel higiênico terminar!) e o outro, bem, o outro é o banheiro do macaco. Literalmente. Na porta há a foto do bicho e é só abri-la para se deparar com uma enorme mão de gorila, algumas bananas e outras gracinhas do tipo. Adorei.
Mas, nossa! Já escrevi tanto e nem falei de comida... Não seja por isso... Pedimos um queijo do norte (coalho) flambado na cachaça (15,00). O garçom chegou com uma boa dose de cachaça, um isqueiro e tacou fogo no queijo bem na nossa frente. Em poucos segundos, tínhamos um queijo bêbado e delicioso. Pena que era pouco. Por sinal, percebi que os preços são salgados como um queijo de coalho e as porções são miudinhas quanto a fruta do açaí. Enfim, parti para minha 2º opção, um sanduíche chamado Jaú (19,90). Fatias de rosbife com patê de ganso, queijo, rúcula e chutney de cupuaçu. Gostei mas, mais uma vez, achei caro e pequeno. Saí com um pouco de fome. Mas quem ia ligar para a fome em um lugar desses? Um ambiente incrível... ideal para o Tarzan levar a Jane. Ou a Chita. Ou irem os 3 juntos, afinal, Amazônia é logo ali...

Em tempo: Fiquei louca para provar o carpaccio de chocolate com cupuaçu. Também há carpaccios diferentes como o de javali e o de avestruz, ainda volto lá para experimentar.
Serviço: Av. Epitácio Pessoa, s/nº - Parque Cantagalo, quiosque 20 - 2227-0837

sábado, 24 de julho de 2010

Arab da Lagoa | Verde de fome

Gosto muito do restaurante Arab que fica em frente à praia de Copacabana. Mas não posso dizer o mesmo do quiosque do restaurante, na Lagoa.
Sem muitas opções no local e atraída por um sorvete de café com cardamomo que constava da lista de sobremesas, escolhi o Arab, dentre os quiosques ali situados. Mas não cheguei nem a passar perto do tal sorvete.
Foram horas esperando para um garçom olhar, apenas olhar, para nós. Um detalhe: eu estava verde de fome (pena que isso seja só um jeito de dizer, talvez se eu tivesse ficado verde de verdade ou tivesse me transformado no Hulk alguém olhasse para nós...). Horas depois, quando o garçom finalmente lembrou que existíamos, caí na asneira de pedir um quibe com catupiry, para começar. Nossa, foi o pior quibe da minha vida. Uma massa esquisita e um catupiry mais esquisito ainda... Argh! E toca de jogar molho para disfarçar o gosto...
Isso sem falar nos altos preços dos pratos e dos R$ 6,00 por pessoa pelo couvert de uma banda muito da sem graça...
Resultado: desisti do sorvete e pedi a conta. Vai que o resto era igual ao quibe?! Isso, claro, se algum garçom resolvesse olhar para nós de novo, coisa que parecia fora de questão... Terminei a noite no Andy’s, no Leblon tomando um milkshake (verde, por sinal, pois era de menta com cookies). Foi a salvação da minha noite!
Pode ter sido um dia ruim, pode ter sido azar. Mas o quiosque do Arab não me pega mais.

Em tempo: Pelo menos o garçom teve noção e só cobrou um couvert pela mesa toda.
Em tempo2: Só para reforçar, o restaurante que fica em Copa é muito bom. Esquisito foi o quiosque da Lagoa.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Saiu no Destak

Estamos ficando famosos! O blog saiu hoje na seção Blog do Leitor do Jornal Destak, indicado por uma leitora, e com direito a foto e tudo. “De uma maneira simples, mas salpicada de humor, às vezes até um pouco ácida, a autora conta suas experiências gastronômicas em vários restaurantes do Rio de Janeiro”, explica a fiel leitora.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Termos gastronômicos | Para não passarmos vergonha (4)

Continuando a série "Termos gastronômicos", apresento mais três termos que sempre via nos cardápios e nunca entendia o que queriam dizer. Mais uma vez, se eu estiver errada, me corrijam, please.

Concassé
É uma mistura grosseiramente picada ou moída que pode ser de tomate, de pimentão, ou até mesmo de uvas. No caso dos tomates, por exemplo, deve-se retirar primeiro a pele e as sementes, para então fatiar o tomate e temperá-lo.(foto ao lado)

Crème brûlée 
"Creme queimado", em francês, é uma sobremesa que consiste em um creme rico e cremoso, feito com creme de leite, ovos, açúcar e baunilha, com uma crosta de açúcar queimado por um maçarico. Geralmente é servido frio e em recipientes individuais. Além de baunilha, podem ser usados outros ingredientes como chocolate, café, canela, coco, licores, etc. (veja a foto do creme brulée no post "um creminho (brulée) que vale por um bifinho", de 26/05)

Demi-Glacê
É um molho-base da culinária clássica francesa usado para carnes e preparado com ingredientes como caldo de carne, toucinho, polpa de tomate, alho, cenoura, vinho tinto... Um exemplo de Demi-Glacê é o molho lisinho e brilhante que vem no Steak au Poivre (filé com pimenta, de que já falamos em outro post). Este molho também é chamado  por alguns de Molho Espanhol ou Molho Escuro.

sábado, 10 de julho de 2010

Di Francis | A super torta


Tudo bem, torta não é exatamente comida, mas também não deixa de ser, não é?! Precisava deixar registrado como gosto da torta do Di Francis. Escondido em um canto entre a peixaria e a pizzaria do supermercado Zona Sul, em frente ao cinema Roxy, para mim, o Di Francis foi um achado. Acho que nada ganha da Superball (foto) –  massa de chocolate, recheio de um doce de leite incrível, cobertura de brigadeiro e, em cima, choco balls gigantescas, do tamanho de bolas de gude. Chego a sonhar com aquele doce de leite... Se estou em um dia meio down, a Superball é a solução, corro lá e resolvo todos os meus problemas.
Ali não tem torta ruim. Há a Chocolamour, a cheesecake, a de coco... é difícil errar. E o principal os preços são ótimos. A Superball sai a R $ 4,70 a fatia, e há outras que custam ainda menos. Isso em uma época em que já chegaram a me cobrar R$ 10,00 em uma fatia, cruz credo! É, provavelmente, a melhor relação custo-benefício do mundo das tortas. Vale a pena experimentar e entender porque afinal a superball é super…

Em tempo: volta e meia há desconto nas tortas para quem tem o chaveirinho do Zona Sul.
Em tempo 2: quando digo "relação custo-benefício", refiro-me ao preço da fatia, já as tortas inteiras andam bem carinhas...
Serviço: a doceria também tem lojas no Barrasquare, em Botafogo e no Leblon . www.difrancis.com.br.

domingo, 4 de julho de 2010

Pavão Azul | Garçom, o personagem principal

Não sou exatamente uma fã de botequins. Até porque quase não bebo. Mas já não aguentava mais ouvir falar do Pavão Azul, um bar hipertradicional de Copa, que recentemente recebeu o prêmio de melhor boteco da cidade. Tinha que ir lá conferir.
Fui com minha cobaia, digo, amiga, em uma sexta-feira. Eram 18h30 e já não havia mesas livres. Acostumada com locais em que, normalmente, se coloca o nome em uma lista e se espera ser chamado, descobri que a lógica ali era exatamente o inverso: é você que deve decorar o nome dos garçons, chamá-los – como se fossem seus melhores amigos – e perguntar, de tempos em tempos, se está na sua vez.
Duas horas se passaram e nada de nossos melhores amigos, digo, garçons, nos chamarem. Chegamos a pensar em ir embora, mas acabamos conseguindo uma mesa por nossa própria conta.
Já instaladas, percebi que os garçons são mesmo peças fundamentais. Uma alma caridosa já havia avisado que lá não havia cardápio, evitando, assim, que passasse a vergonha de pedi-lo. E logo descobri que o cardápio são os próprios garçons, a quem se deve perguntar o que há de comestível. Confesso que me senti um pouco órfã! Como gosto de um cardápio!
Bem, apelamos para as premiadas pataniscas (foto abaixo) - bolinhos de bacalhau. É curioso: a porção de 4 vem com 6! Segundo o garçom, adota-se a prática, pois o cliente sempre acha 4 pouco e pede mais. Mas só se paga pelas extras se comê-las. Eu, que não sou fã de bacalhau, não achei ruim, mas prefiro não opinar...Melhor ficar com a opinião da minha amiga, que gostou muito. 
Já dos bolinhos de carne, nosso pedido seguinte, posso falar: não gostei.
E quanto aos famosos pastéis, o de queijo (R$ 1,20) estava muito bom. Já o de tomate seco com queijo, na verdade, estava com gosto de camarão. Ou melhor, era de camarão. Reclamei com o garçom e – que simpático – ele não me trouxe um novo pastel, mas dois. Uma espécie de pedido de desculpas!
Mas sinceramente, não gostei muito dos pastéis de tomate seco. Bem que podiam ter errado na rodada anterior para que eu ganhasse outro de queijo...
E viva o pastel de queijo! E viva a conta! Comi muuuuito e gastei apenas R$ 10,00.
Com certeza a experiência valeu à pena. Mas acho que vou demorar algum tempo para retornar... confesso que me senti culpada de tirar o lugar daquelas pessoas que batem o ponto ali, religiosamente, todas as semanas. Enfim, retorno aos meus cardápios, listas de espera, e posso finalmente pensar em esquecer o nome dos garçons: Miguel e Vaguinho, os personagens principais da minha noite. 

Serviço: Rua Hilário de Gouveia, 71 - Copacabana

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Bibi | Salva pelo preço


Meu namorado, quando quer me irritar, me convida a ir lá. Não que seja ruim, muito pelo contrário, mas porque sabe que adoro variar...O fato é que o Bibi Crepes está longe de ser uma novidade para mim. Sou tão carimbada no Bibi que, só para se ter uma ideia, acabei de retirar uma bolsa de viagem através do cartão fidelidade.
Mas entendo o rapaz. É difícil encontrar algo ruim ali. As saladas, os sanduíches, os waffels (nossa, há quanto tempo eu não comia isso!) , os milkshakes (o de menta com chocolate é 10!) e, claro, os crepes.
Não resisto ao crepe de carne seca com catupiry e champignon (disparado o melhor). O de calabresa e o de carne moída com cheddar também são ótimos.
E para quem adora açúcar, como eu, os crepes doces vêm a calhar: são bem doces mesmo. Gosto bastante de um que leva o nome da casa e traz chocolate com morangos e chantilly. Uma vez, juntei brigadeiro com coco e também ficou muito bom! Mas, atenção, só peça os doces se for mesmo louco por açúcar!
Além dos crepes, os sucos do Bibi também são famosos. Adoro os de cupuaçu e de graviola. Mas há suco de quase tudo.
Enfim, volta e meia apresento o Bibi a algum amigo e é difícil alguém não gostar. É, talvez, a melhor relação crepe/benefício. Ou era... Não entendi o que houve com os preços do Bibi... O meu favorito passou de 13,00 para quase 18,00 reais! A carne seca por acaso virou artigo de luxo?! Não entendi e acho que muita gente também não: o local anda mais vazio.
Mas, como tudo tem um lado bom, o tal aumento tem feito pensarmos duas vezes antes de ir lá e assim consigo dar aquela variada básica...

Serviço: Há vários Bibis pela cidade, encontre a loja mais perto de você em www.bibisucos.com.br.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Andy’s | O saquinho que não é um saco

Foi um saquinho que me fez ir ao Andy’s.
Especializada em hot dogs, a casa tem à frente um dos sócios do consagrado Joe & Leo’s. E suspeito que tenha sido ele mesmo que nos atendeu. Sabe essas coisas que a gente não tem como explicar, tinha cara de dono e pronto! Por sinal, acho que nunca fui tão bem atendida. Não sei se é o padrão, mas o rapaz foi hiperatencioso.
Começou conseguindo-nos logo um lugar, na (pequena) casa. Depois, explicou-nos pacientemente como funcionam os pedidos: primeiro, escolhe-se entre sanduíche e hot dog e marca-se o pedido em um – olha ele aí – saquinho. Assinala-se o tipo de pão, os acompanhamentos e os molhos, alguns incluídos no preço, outros não. Os molhos podem vir no próprio sanduíche ou em potinhos, bastando escrever ao lado, no saquinho, a expressão “à parte”. No final, a pessoa põe seu nome, entrega ao atendente e – bingo – em poucos minutos o sanduíche surge dentro do mesmo saquinho.
Fiquei com o Astoria (14,90), hot dog de salsicha, com cheddar e bacon. Pedi mostrada escura e maionese à parte. Minha acompanhante ficou com o Champs (hot dog com champignons e provolone).
Os dois sanduíches estavam bem gostosos, apesar de, cá para nós, não ser nada fácil comer sem garfo e faca... Mas ainda acho que o hot dog do Joe & Leo’s, de que falei em outro texto, continua com o título de melhor cachorro quente...
Enfim, eu que já estava ficando de saco cheio de tanto ouvir falar do tal saquinho, aprovei não só o sistema, extremamente prático, mas a casa de um modo geral – com bons sanduíches, preços aceitáveis e um ótimo atendimento.

Em tempo: Retornei à casa só para experimentar o milk shake After Nigth de menta com pedaços de biscoito (9,90). Gostei muito! Mas claro que os chatos de plantão vão dizer que a menta parece pasta de dente...
Em tempo 2: Serviço: A casa fica na Av. Ataulfo de Paiva, nº 1240 – Leblon. Mas soube que a casa está de mudança para outro lugar. Vamos aguardar!!!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Termos gastronômicos | Para não passarmos vergonha (3)

Continuando a série "Termos gastronômicos", apresento mais alguns termos que sempre via nos cardápios e nunca entendia o que queriam dizer. Mais uma vez, se eu estiver errada, me corrijam, please.

Steak au poivre – ou bife na pimenta – é um prato de origem francesa que consiste em um bife (geralmente, filé mignon), grelhado com pimenta verde e pimenta do reino preta, que formam uma espécie de crosta sobre ele. Normalmente é acompanhado por um molho constituído por redução de conhaque e creme de leite, que pode incluir, também, ingredientes como manteiga ou mostarda. Os acompanhamentos mais comuns são purês de batatas, batatas sautées, gratin dauphinois (ver abaixo) e salada verde. (pronuncia-se filé ô poavre)

Gratin Dauphinois
É um clássico da cozinha francesa. Trata-se, como o nome diz, de um gratin, ou seja, um prato gratinado, de batatas. Normalmente entram em sua composição creme de leite, alho e queijo. (pronuncia-se grratã dofinoá)

Musseline
O nome é conhecido no ramo da moda como um dos tecidos preferidos para a confecção de trajes para eventos especiais, pois é vistoso e fino. O termo passou a ser adotado nas cozinhas para emprestar este mesmo charme e sofisticação às receitas mais elaboradas. É uma espécie de purê mais leve e aerado do que o comum. Usa-se como base os mesmos ingredientes das mousses (leite, clara de ovos e creme de leite).

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Opium | Evitando a falência

Aposto que há restaurantes em que você passa em frente e pensa "não me arrisco", com medo de ter a falência decretada assim que a conta chegar. Para mim, o Opium, no térreo do Hotel Ipanema Plaza, fazia parte dessa lista.
Mas o democrático Restaurant Week, que aconteceu em maio, fez-me rever (em parte) esse conceito. Oferecendo entrada, prato principal e sobremesa a 27,00, não ia perder tempo. Lá fui ao tal Opium.
Pois bem, quando chegamos, o garçom nos entregou apenas o cardápio do festival e não o oficial. “Pronto!”, pensamos, “devemos estar com cara de quem vai à falência mesmo”. Mas logo constatei que, no período, só estavam oferecendo os pratos promocionais. Um alívio, né?!.. E, falando em cardápio, claro, minha curiosidade gastronômica fez-me pedir para dar uma olhada no cardápio principal. Achei coisas bem interessantes, por preços razoavelmente aceitáveis, em torno de 35 ou 40,00 reais. Não são uma pechincha, mas são menores do que eu imaginava...
Enfim, como dizem, demos início aos trabalhos. Comecei pelos espetinhos de frango à Vietinamita (em crosta de gergelim com vinagrete ao tamarindo e cubinhos de manga). Simplesmente excelentes! E olha que estou longe de ligar para frango... Depois,  fiquei com os medalhões de filet mignon à Moda Opium, com musseline (tipo um purê) de abóbora e crispies sei lá de que (não tenho a menor ideia do que era aquilo, mas era muito bom!). Os medalhões também estavam ótimos, mas senti falta de algo mais substancial: eram apenas os 3 medalhões e a (micro) porção de crispies. O de minha amiga estava mais caprichado na quantidade: frango com talharim japonês. Mas em compensação, o frango estava sem graça. Preferi o meu.
A sobremesa: mousse de tangerina e lichia. Levíssima. Tão boa que me fez pagar o mico de pegar o restinho com o cabo da colher, já que o lado normal não entrava no fundo da taça... Olhei para todos os lados e (nada) discretamente, lá fui eu...
Apesar de ainda sair com uma certa fome, simplesmente adorei a comida de lá. Vale voltar. Na verdade, acho que esse é o real objetivo do festival, deixar o pobre cliente com gosto de quero mais e assim fazê-lo voltar. E quem sabe, aí, então, levá-lo finalmente à falência...

Serviço: R. Farme de Amoedo, 34 - Ipanema - 3687-2000
 

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Rota 66 | A invasão das tequilas gigantes

Órfã do Guapo Louco, andava com saudades da comida mexicana. Resolvi, então, conhecer o Rota 66. Fui com duas pessoas à filial de Ipanema. Foram 40 minutos na fila, até conseguimos uma mesa.
Como - por incrível que pareça - não estava com muita fome, pedimos o Rota Mex que vem com 3 tacos (tortilla de milho dobrada, como um sanduíche), salada e molho sour cream (R$ 21,00). Fiquei com o tradicional taco de feijão refrito. Gostei muito. O de peru também estava ok. Mas o destaque vai para o sour cream. Nossa, como aquilo é bom!
Em seguida, pedimos o Combo Mex, porção de tortilla chips (que são a cara do Doritos) acompanhada de 4 potinhos de molho: sour cream, pico de galo, guacamole e chili beans (R$ 18,00). Gostei de todos, em especial, do apimentado pico de galo. Mas meus acompanhantes, claro, reclamaram da pimenta. E eu reclamo da porção de tortillas: incompatível com a quantidade dos molhos, sobrou molho e faltou tortilla. Quase pedi para porem os molhos na quentinha...
Mas as tortillas, o sour cream e a pimenta estão longe de ser o ponto alto do lugar. Subitamente, olhei em volta e percebi que o restaurante havia sido invadido por taças coloridas gigantescas. É o que chamam de Mega Frozen Tequila e é simplesmente d-e-s-c-o-m-u-n-a-l! Dá para um batalhão e custa R$ 75,00. Tinha gente apanhando para conseguir terminar a sua. Como éramos 3 e um ia dirigir, sobravam 2: não rolou. Fiquei na vontade. Apesar de não beber muito, ainda volto lá para enfiar o pé na jaca, digo, na tequila.

Em tempo: às segundas e terças lá acontece rodízio de comida mexicana.Já estou na fila!
Serviço: A filial de Ipanema fica na Farme de Amoedo, 47 (2247-5931). www.restauranterota66.com.br.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Garcia & Rodrigues | Um creminho (brulée) que vale por um bifinho


Pois é, o creme brulée que não pedi foi a melhor parte do meu almoço. Não que tenha sido ruim,  achei tudo tão mais ou menos no menu do Restaurant Week do Garcia & Rodrigues...
O Restaurant Week é uma espécie de festival que acontece todo ano e oferece menus com entrada, prato principal e sobremesa por 27,00.
Lá no Garcia, fiquei com a (meia) pera assada com gorgonzola e nozes de entrada. Estava boazinha. Nada demais.
Como prato principal, filé ao poivre com gratin de batata. Como diz uma amiga, estava direitinho mas, mais uma vez, nada demais.
Já minha sobremesa, bem, estou procurando até agora. Tive a sensação de que minha terrine (tipo uma mousse) de maracujá com chocolate era só meia terrine de tão micro. Estava boazinha, mas adivinha? Nada demais.
Foi aí que resolvi experimentar a sobremesa de minha companheira de mesa: creme brulée. Espetacular! Foi só uma colherada, mas valeu pelo almoço. E pelo jantar.

Em tempo: soube que a brandade de bacalhau, seja lá o que for isso exatamente, estava ótima.
Em tempo 2: O Garcia está de mudança para outro lugar e pelo que soube, não contará mais com um restaurante.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Termos gastronômicos | Para não passarmos vergonha (2)

Continuando a série "Termos gastronômicos", apresento mais dois termos que sempre via nos cardápios e nunca entendia o que queriam dizer. Mais uma vez, se eu estiver errada, me corrijam, please.

Confit
Vem do verbo francês "confire", ou seja, conservar. É uma das formas mais antigas de conservação de carnes, principalmente, a de porco, a de pato e a de ganso. Consiste basicamente, no cozimento da carne em gordura – normalmente em sua própria gordura – de maneira lenta e em fogo baixo, deixando-a, depois, acondicionada imersa nesta mesma gordura, para evitar o contato com o ar. Para ser consumida, a carne costuma ser ligeiramente grelhada ou levada ao forno. No entanto, além da carne, encontram-se receitas de confit com ingredientes como tomate e alho, contanto que o meio de conserva seja gordura, banha, óleo ou azeite. Também é possível fazer confit de frutas, utilizando calda de açúcar.

Escabeche
A palavra vem do árabe e significa "comida temperada com vinagre". O termo era associado inicialmente ao preparo da sardinha crua conservada em salmoura, com vinagre e especiarias conferindo-lhe maior sabor e tornando-o mais tenro, sem contudo altera-lo. Hoje, o escabeche é usado para temperar ou conservar peixe e outros alimentos, como carnes e até de berinjela. Normalmente, são bem coloridos e perfumados.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Stambul | O 1º Arak a gente nunca esquece ou como ter um Dia das Mães em paz

Apesar de adorar comida árabe, sempre que passava ali em frente, torcia o nariz. Mas era Dia das Mães e a certeza de que todos os lugares badalados da cidade estariam lotados fez-me arriscar.
Fomos – eu, minha mãe e uma tia – ao Stambul, um daqueles restaurantes que existem há séculos em Copacabana. Acertamos na mosca. Fila zero. Mas logo achei que nossa paz terminaria por aí: foi só pormos os pés no local que chegou um daqueles grupos adoráveis de pagodeiros... Mas, felizmente, eles logo foram embora e pudemos fazer nossos pedidos em paz.
Optei por uma cafta acompanhada de arroz com carne moída, grão de bico e amêndoas, (meia porção: R$ 14,00). Minhas acompanhantes dividiram o Árabe Misto: cafta, salada, arroz com lentilha e churrasco árabe (R$ 35,00).
Como não resisto a uma coisa diferente, escolhi, para beber, o Arak (R$ 6,50), uma espécie de cachaça árabe. Pior para mim que esqueci que a bebida leva anis e eu detesto anis. Mas o gelo e a hortelã que vêm junto deram uma disfarçada.
As porções vieram bem servidas. Apesar de minha tia reclamar do churrasco mal passado, não estava ruim. Os caftas estavam ok e o arroz também. Destaque para aquele crisp de cebola que vem em cima do arroz com lentilha. É tudo de bom.
A essa altura eu já estava um pouco tonta, pois além de não estar muito acostumada a beber, o Arak, tem um alto teor alcoólico, em torno de 45%. Parece leve, mas não é.
Agora tonta mesmo fiquei com as sobremesas. Por módicos R$2,50, come-se alguns dos melhores doces árabes da praça. E olha que sempre desconfio de doce sem chocolate. Pedi um amanteigado de nozes e amêndoas. Ótimo. Minha mãe ficou com o folhado com mesmo recheio e mel de rosas. Mais ótimo!
Nesse momento, o restaurante já estava quase cheio. Talvez outras pessoas tenham tido a mesma ideia e levado as mães lá. Ou talvez o velho Stambul ainda faça sucesso mesmo. O certo é que tivemos o Dia das Mães mais tranquilo dos últimos tempos, sem necessidade de reserva, sem filas e sem aborrecimento. Minha mãe agradece. E eu também.

Em tempo: ainda ganhamos uma rosa cada no final.
Serviço: Rua Domingos Ferreira, 221b – 2256-1992.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Montana Grill | Avestruz honesto

Estava eu faminta após uma prova. Pela proximidade, fui parar no Shopping Tijuca. Olhei em volta da praça de alimentação. Mais do mesmo: Parmê, Subway, Spoleto. Queria variar, só para variar...
Venci o preconceito, afinal, a casa é de Chirtãozinho e Xororó - com direito a autógrafo dos dois no letreiro - e, confesso, fui ao Montana Grill Express.
Claro que não ia pedir bife com batata frita. Optei pela carne de avestruz (que na verdade foi o que me convenceu a ir até ali). Por 17,00, o prato dava direito a dois acompanhamentos e salada. Escolhi polenta frita e arroz de carreteiro (arroz com carne seca e salsa). A salada era padrão - de folhas - com molho catupiry.
O prato ficou pronto em poucos minutos. Minha fome agradeceu.
Os acompanhamentos estavam bem aceitáveis e a carne, bem honesta. Uma porção razoável e macia. Para quem não conhece, a carne de avestruz se assemelha à carne de boi, mas com menos gordura.
Meu acompanhante gostou muito. Eu como sou (bem) mais chata, apenas gostei. Nada que se compare ao prato que experimentei há algum tempo no D’Amici (aquele italiano lá do Leme) e que me fez virar fã da tal carne. Mas pelo preço e pelo que esperava de um restaurante que tem representantes da música sertaneja no letreiro, até que valeu a pena.

domingo, 2 de maio de 2010

Pizza Hut | Milho sem preconceitos


É curioso como a maioria das pessoas tem medo de experimentar o novo. Abacate com pimenta? Porco com leite de coco? Não, obrigada, fico com o arroz com feijão... Na verdade, quase sempre, minha curiosidade gastronômica é vista como uma grande esquisitice pelos amigos. Já eu defendo que antes de criticar um prato, temos que prová-lo. E assim começou uma longa discussão...
Estava com um grupo na Pizza Hut, que por sinal, é uma das minhas pizzarias preferidas. Cansada da boa e velha pizza de frango com catupiry, unanimidade entre nós (e olha que nem ligo para frango) ou da ótima tomate seco com rúcula, cismei de experimentar a pizza Corn & Bacon, ou seja, de bacon com milho. Mas todos na mesa disseram em uníssono: "milho não!".
Pensei cá comigo: pobre milho! Isso é que é preconceito! Queria ver dizerem isso quando comem pipoca...
Enfim, depois de horas, venci a discussão. E adivinha? Todos aprovaram. E, por sinal, quase não dava para sentir o sabor do milho. Resultado, a pizza de frango, para mim, passou para o segundo lugar...

Em tempo: para ficar melhor ainda peça a pizza pan (de massa mais grossa e mais tradicional da casa) e acrescente bordas recheadas com catupiry. Fica 10!
Em tempo 2: uma pizza com bordas recheadas (8 fatias) fica em torno de 48 reais.
Serviço: 3325-6222 (delivery). E, através do site, você se informa sobre promoções como aquela em que, dependendo do dia, pede-se uma pizza e ganha-se outra (www.pizzahutrio.com.br).

sábado, 1 de maio de 2010

Termos gastronônimos | Para não passarmos vergonha

Quantas vezes você foi a um restaurante e se deparou com um termo não identificado no cardápio? Comigo acontece o tempo todo. Assim, decidi pesquisar o significado de alguns, para não sair por aí passando vergonha. Vou apresentar uns 3 ou 4 de cada vez. Como não sou expert no assunto (afinal, meu negócio é degustar e não preparar), se eu estiver errada em alguma definição, por favor, me corrija!

Chutney
Receita originária da Índia é uma conserva condimentada, feita com frutas ou legumes, vinagre, açúcar e especiarias. Um dos mais tradicionais é o de manga. Os ingredientes são cozidos levemente até tomar o ponto de geleia mole (principalmente quando feitos de frutas, já os vegetais, algumas vezes, não passam pelo processo de cozimento). É muito usado para dar mais sabor para aves e carnes assadas.

Redução
Reduzir significa diminuir pela fervura a quantidade de líquido de um alimento, tornando espesso ou intensificando o sabor de uma mistura líquida - como uma sopa ou molho - por evaporação.

Terrine
Devido às diversas formas como um patê é elaborado, ele pode se tornar um patê propriamente dito, ou uma terrine. O patê é mais pastoso e  homogêneo, já a terrine é assada e é normalmente fatiada, mas pode ter textura e formatos diversos. Em sua forma mais básica, comporta qualquer tipo de carne, mas se pode preparar terrines de legumes ou outras mais elaboradas como foie gras com trufas ou coelho com cogumelos selvagens. Há ainda, as mais leves com consistência de mousse e as elaboradas para a sobremesa, transparentes, de gelatina com especiarias, por exemplo.

domingo, 18 de abril de 2010

Nam Thai | Pimenta de primeira


Você gosta de pimenta? Você não gosta de pimenta? Você gosta de frutos do mar? Você não gosta de frutos do mar? Então vá ao Nam Thai.
Há um certo tempo não vou - não me pergunte porque - mas precisava comentar, adoro o Nam Thai.
Não sou nada chegada a peixes e frutos do mar mas, apesar de ser um restaurante asiático, como alguns podem pensar, não há dificuldade de se encontrar ótimos pratos com outros ingredientes.
O Gaeng Moo Tay Po (39,00), que junta carne de porco em cubinhos, leite de coco e curry vermelho, é meu preferido e vem com a quantidade certa de pimenta. Por sinal, o cardápio traz a quantidade de pimenta de cada prato expressa em estrelinhas, sendo três estrelas o mais picante. O Gaeng tem duas.
O Nuea Massaman, com filé mignon, leite de coco, amendoim e curry de massaman (anis e canela, quase imperceptíveis, ainda bem) é outra boa sugestão. Mas o prato é apenas para iniciados. Com três estrelinhas, não é qualquer um que resiste. Chorei quando comi. Literalmente. Mas afinal, essa não é exatamente a graça da pimenta?! Ela faz os sentidos interagirem. Não é apenas uma boca que mastiga. É o corpo todo participando, numa explosão sensorial. Você sua, chora, interage. Adoro!
Vale dizer que há pratos sem nenhuma estrelinha, os seja, se você odeia pimenta, pode ir tranquilo. Agora, se algum prato possui esse ingrediente em sua composição, nem pense em pedir para tirá-lo, pois ouvirá um não.
Bem, mas o melhor, o melhor mesmo do Nam Thai, para mim, é uma sobremesa: mousse de yogurt com confit de gengibre (8,00). Gengibre? Sim, gengibre. Talvez a melhor sobremesa sem chocolate que já comi. Só provando para entender. Mas atenção, essa sobremesa só é servida na hora do almoço!

Dica 1: Para minimizar o efeito da pimenta, nada de beber água, ela espalha os efeitos. O ideal é comer arroz, que os neutraliza.
Dica 2: Cadastre-se no site, volta e meia você receberá notícias de promoções interessantes (www.namthai.com.br)
Serviço: Rua Rainha Guilhermina, 95 B - Tels.: (21) 2259-2962 / 2259-3172