sábado, 26 de fevereiro de 2011

Venga | Assim eu gamo!

Sabe aquela máxima “me dá um tapa que eu gamo?” Cai como uma luva no Venga, casa de tapas da badalada Dias Ferreira e que, mais recentemente, abriu filial em Ipanema.
Para que não sabe, tapas são pequenas porções, populares, especialmente, na culinária espanhola e que estão totalmente na moda. Contam que a tradição dos tapas surgiu devido a fatias de pão que se usava para tapar os copos e que, com o tempo, foram se incrementado.
Pois os tapas do Venga são bem incrementados mesmo. O bolinho de presunto com queijo é muuuuito bom, a “bomba” de carne também é boa (mas a de presunto põe a bomba no chinelo). Já a porção de rabada fez tanto sucesso com um de meus acompanhantes, que ele repetiu o prato (algo em torno de 17,00). Mas sem dúvida o que mais gostei foi a sobremesa, não só pelo sabor, mas também, porque era a porção mais bem servida: uma bela porção de churros acompanhada de uma caneca de chocolate derretido, para, obviamente, se mergulhar os churros.
Apesar dos preços um pouco salgados para porções pequenas, vale à pena voltar, principalmente agora que abriu essa filial, bem mais espaçosa do que a outra. Ainda experimento a mousse de chocolate com sal grosso!(tá bom...vão dizer que eu sou esquisita... mas a iguaria estava lá no cardápio...)

Em tempo: Já havia escrito esse post há uns 4 meses, sei la porque, esqueci de publicar... espero que se as coisas no Venga continuem iguais (rs)
Serviço: R. Garcia D’Ávila, 147, loja B (Ipanema) e R. Dias Ferreira, 113,B (Leblon)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bio Carioca | Trufas vivas!?

Se você fosse a um restaurante e lhe oferecessem trufas vivas, o que você imaginaria? Bem, eu na hora imaginaria algumas trufas correndo na minha direção e tentando me atacar. Ok, bobagem minha... trufas vivas são aqulas que não vão ao forno, comuns no mundo vegetariano. Descobri isso em minha incursão a um restaurante vegetariano, o Bio Carioca, que abriu em uma quadra meio escondida de Copacabana.

Pois bem, fora as tais trufas – que achei bem sem graça –, no lugar há umas comidinhas bem gostosas. Provei o assado de lentilha (6,00), a torta de abobrinha com ricota e castanha do pará (7,00) e o quibe com ricota e legumes (6,00), além de uma salada de espinafre com gorgonzola, nozes e mel (9,00), subitamente transformada em salada de rúcula... sim, aquilo só podia ser rúcula... mas não questionei porque, para falar a verdade, gosto muito mais de rúcula do que espinafre! De qualquer forma, os quatro pratos foram aprovados.
Quanto às tais trufas, uma era de ameixa com castanhas, a outra também levava ameixa, mas com damasco, e a terceira era de chocolate e cardamomo. Essa última foi a que mais gostei, mas acho que não repetiria, pelo simples fato de que há coisa melhor no mundo... Da próxima vez, de repente experimento uma das tortas, que Deus sabe se estavam vivas, mas que tinham uma cara bem simpática.
 
Em tempo: no lugar também são realizados vários eventos e cursos voltados a uma alimentação saudável.
Serviço: Rua Xavier da Silveira, 28. www.biocarioca.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Frontera | Procura-se uma Baiana

Pizza 10, variedade 0. Fazendo a média, dá para passar. Pelo menos foi o que me pareceu nas duas vezes que fui ao rodízio do Fronteira de Copacabana. A pizza é realmente muito boa, como tudo de comestível que se produz ali (a comida a quilo, por exemplo, é quase imbatível). No entanto, a sensação que tenho é que eles escolhem 3 ou 4 sabores que passam a noite toda se revezando. Nesse dia, as escolhidas eram camarão com catupiry, Havaina (abacaxi e bacon) e quatro queijos, ah, claro, calabresa e marguerita também. Mas essas não contam né, afinal, quem vai a um rodízio para comer uma das duas?! 
Já pelo lado das doces, havia basicamente as de chocolate. Mas só chocolate preto. O branco ficou para a próxima, junto com a Romeu e Julieta.
A falta de variedade ficou ainda mais evidente porque, apesar da alma de gorda, não consigo passar das 7 ou 8 fatias, então sempre peço para dar uma olhada no cardápio para traçar uma estratégia das pizzas que quero. Pois cismei com uma tal de Baiana (pimenta e calabresa moída). Pedi 4 vezes e meu acompanhante ainda tentou pedir uma quinta vez. Pensei: vai que o charme dele funcionava mais do que o meu, afinal havia muito mais mulheres do que homens servindo. Nada...a única baiana que consegui foi a do desenho abaixo...
E aí tentamos pedir a de gorgonzola com alho poró que a atendente subitamente, transformou em 4 queijos. Pois é, a moça pelo jeito tinha dificuldades em matemática e não conseguiu processar que 4 não é igual a 1: eu queria 1 único queijo – o gorgonzola – e não os 4 juntos... “. Desisti.
Foi então, que avistamos no cardápio uma tal pizza de rapadura. Imediatamente, concordamos que precisávamos dessa pizza. Tudo bem, as pessoas normais geralmente não pediriam pizza de rapadura. Mas estava no cardápio e era o que bastava. Ou não. Foi aí que uma atendente simpática e sincera confessou que muitos dos sabores ali indicados na verdade não existiam.
A sinceridade da moça compensou os 23,90 que gastei, mas daqui para frente prefiro ir ao Frontera para uma única coisa: comida a quilo. Nessa, a variedade é garantida.

Em tempo: descobri, no dia seguinte, que um amigo estava no restaurante no mesmo horário que eu. E adivinhe?! Ele comeu a Baiana!!!!!!! (no bom sentido). Ah, ele também conseguiu um crepe de chocolate branco. Agora eu me pergunto: é pessoal?!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Soba Noodle Bar | Chips irresistíveis

Em um post de uns 4 meses atrás, o responsável pelo Soba Noodle Bar, no Leblon, havia me sugerido conhecer o local, que tem como carro chefe os yakisobas. Demorei um pouco, mas fui. Valeu à pena.
Logo que cheguei, havia apenas uma mesa ocupada, o que me fez pensar que o local fosse alguma furada, o que tive mais certeza, quando percebi que teria que subir na mesa para conseguir a atenção da atendente... Mas aos poucos a casa foi enchendo e quando fui ver, estava pagando a conta correndo para dar lugar a quem chegava.
Bem, depois de muitas tentativas, acenos e psius, a atendente veio até nós. Geralmente não sou de pedir entrada, mas não resisti à porção de chips de batata baroa ao curry com catupiry. Não me arrependi, a porção não é das maiores, mas dá para dividir e é excelente!
Parti, então, para os “finalmentes”, nesse caso, o yakisoba. Escolhi o Cingapura, que reúne dois sabores à escolha do freguês, no meu caso, lombinho (Shangai) + carne e vegetais (Tokio). A porção é bem razoável e o resultado bastante satisfatório. O que não é lá muito satisfatório é comer de palitinho: dei uma de herege e usei o garfo plástico, que já é intencionalmente deixado sobre a mesa, imaginando que sempre chegarão pessoas com dificuldades de coordenação motora ou inexperientes no assunto, como eu, que dificilmente vão a restaurantes japoneses, pelo simples fato de que não comem peixe.
Bem, já sem fome alguma, mas nos rendendo à gula, pedimos o harumaki de Nutela (são uns 6 ou 7 canudinhos recheados). Achei a Nutela um pouco líquida demais, mas Nutela é sempre Nutela, impossível ser ruim.
De um modo geral, gostei bastante do lugar e provavelmente, voltarei, principalmente para comer os chips de baroa. Mas da próxima vez, possivelmente providenciarei um sinalizador, daquele que as pessoas nos filmes usam quando se perdem numa ilha deserta... Vai que assim a atendente resolve me dar atenção...

Em tempo: Tanto os chips de baroa quanto a sobremesa custam 8,00. O prato principal saiu a 17,00
Em tempo 2: além do yakisoba é possível fazer as combinações usando arroz ou bifun (macarrão feito de arroz). 
Em tempo 3: não sei se é impressão, mas passei por lá e estavam mexendo no letreiro. Imaginei que o local tenha fechado. Uma pena! 
Serviço: Av. Ataulfo de Paiva, 1174 - Loja C - Leblon – tel.: 2512-8360

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Termos gastronômicos | Para não passarmos vergonha (7)

Continuando a série "Termos gastronômicos", apresento mais alguns termos que sempre via nos cardápios e nunca entendia o que queriam dizer. Mais uma vez, se eu estiver errada, corrijam-me, please.
Brandade
É uma emulsão geralmente de bacalhau e óleo de oliva. Mal comparando, é como um purê com creme de leite de textura aveludada que, em seguida, é gratinado no forno.

Funghi porcini
É uma espécie de cogumelo selvagem que é produzido basicamente na Itália, em certas regiões da Espanha e na região de Bordeaux, na França e é bastante popular na cozinha gourmet. É muito usado em sopas, molhos para massa ou polenta, carnes, peixes e risotos. Não confundir com os cogumelos “paris” que são aqueles que não podem faltar nos estrogonofes caseiros.

Torta invertida
Também chamada tarte tartin, é uma torta assada com as frutas por baixo e, quando é desenformada, ficam por cima, daí o nome “invertida”. A receita original francesa leva maçã. Mas também fica saborosa com pera, pêssego, banana, manga, etc.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Casa do Alemão | Finalmente o croquete original

Diferentemente das pessoas normais, nunca parei na Casa do Alemão, na estrada, durante alguma viagem. Consequentemente, nunca havia provado o famoso croquete do alemão.
Claro, cheguei a experimentar alguns “genéricos” por aí, mas sempre os achava bem sem graça.
Foi então que abriu a Casa do Alemão no Leblon... E foi aí que eu experimentei e me perguntei como pude viver tanto tempo sem conhecer o tal croquete (3,60). É muuuito bom! E ainda é oferecido não apenas na popular versão carne mas, também, na versão frango (que eu não experimentei).
Lá na Casa do Alemão também há outras opções, como os sanduíches que podem incluir linguiça, salsicha, salsichão, lombinho, filé, etc, com diversos acompanhamentos. Pedi um de cream cheese e linguiça branca (o gosto é semelhante às tradicionais, mas não leva corantes). Saiu a 8,40. Bem razoável. E, para completar, ainda ataquei um rocambole de rum bem simpático (3,80).
No final, comi bastante e não paguei caro. Onde achar no Leblon, por exemplo, uma fatia de torta a 4,00? Acho que faltava uma casa assim no bairro. Volto lá em breve!

Em tempo: Os biscoitos amanteigados de lá também têm uma cara ótima.
Serviço: Av. Ataulfo de Paiva, 644.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mil Frutas | Mil motivos para surtar

Sempre torcia o nariz para o sorvete Mil Frutas. Na verdade, acho que uma experiência meio sem graça em Búzios num verão qualquer me fez criar uma barreira... sei lá, na época provei alguns sabores e achei todos mais ou menos... Mas, recentemente, resolvi reexperimentar e acabei mudando radicalmente de posição. Virei fã. É impressionante a variedade de sabores e o principal: um melhor do que o outro!
Os de doce de leite com queijo e goiaba com queijo são meus preferidos. O Casamento Grego (chocolate com pistache) e o de damasco com chocolate, também são "show". E o de Beijinho, então?! No outro dia foi curioso ouvir uma menina perguntar à vendedora: “Tem Beijinho? Tomara que não tenha!”. Pois tinha e lá se foi a dieta da menina por água abaixo...
Mas a melhor parte no Mil Frutas talvez seja a quantidade de “provinhas” que as vendedoras te dão. Eu nunca experimento menos de 5 sabores. Até porque, cá para nós, essas provas são a melhor oportunidade de experimentar aquele sabor que você provavelmente nunca vai pedir, mas está louco para experimentar, como figo com mascarpone ou maracujá com alecrim (que, por sinal, são ótimos, mas não me vejo pedindo uma bola inteira nem de um nem de outro...). E aí eu me pergunto por que as vendedoras nos deixam experimentar tantos sabores e constato que isso deve ser uma super estratégia de marketing: você prova todos, gosta de todos, quase surta para escolher e, na dúvida, acaba voltando para tomar mais no dia seguinte. Pelo menos é o que quase sempre acontece comigo...

Em tempo: O preço da bola é 8,00. Não é exatamente barato, mas vale cada centavo.
Serviço: No Rio há filiais nos Shoppings Leblon, Rio Design Barra e Fashion Mall e também na Garcia D’Ávila (Ipanema) e na J.J. Seabra (Jardim Botânico).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Bar do Adão | Só não tem pastel de vento

Nossa, o que foi esse mês de dezembro?! Passou como um tsunami e ainda anda gerando vááárias “marolinhas”... No meio do caos, não deu para conhecer muitos lugares novos e, muito menos, escrever sobre eles. Assim, resolvi tirar da manga o velho de guerra Bar do Adão que, se não chega a ser uma novidade gastronômica, pelo menos promete pequenas novidades, afinal, são nada menos do que 60 sabores de pastéis, o que, de uma certa forma, faz com que cada incursão até lá possa ser pelo menos um pouco diferente da anterior.
Ali, na verdade, quase tudo que você pensar em matéria de sabor, você encontra. Tem até pastel de couve com linguiça – o “Mineiro” – que, cá para nós, não é dos melhores (ok, confesso, só experimentei porque era diferente). Também há o famoso de queijo brie com damasco, o de Bobó (que eu nunca comi, pois não sou muito afeita às comidinhas provenientes do mar...), o Boi Chique (de carne e gorgonzola) e por aí vai.
E, por falar em gorgonzola, o de tomate seco com gorgonzola é o meu favorito, ao lado do de provolone com calabresa! E também há os de catupiry, que fazem o maior sucesso.
Já em relação aos doces, não há tanta variedade, mas vale destacar o Sonho de Valsa e o Charlote (brigadeiro, damasco e nozes). Agora, cuidado! Sabe-se lá porque, os pastéis doces vêm sempre fumegando. Se você atacá-los sem esperar esfriar, é queimadura na certa! Outro “perigo” é pedir o pastel de morango, castanha e chocolate, batizado de “Amor”. Já ensaiei várias vezes, mas sempre fica um pouco estranho dizer para o garçom “Traz um Amor, para mim, por favor”...
Enfim, poderia ficar horas discorrendo sobre os mil sabores do Bar do Adão, mas acabaria repetitiva... Na verdade, acho que o único pastel que  com certeza não há no cardápio é o pastel de vento. Até porque, os recheios são muito caprichados, de vento é que não seriam...

Em tempo: o preço dos pastéis oscila entre 3,80 e 5,00. Mas o barato são as promoções em dobro: dependendo do dia e do sabor, você come um e ganha outro igual. Vale se informar.
Em tempo 2: Para quem pensa que no Adão só há pasteis, se engana. A gigantesca porção de linguicinha com molho de maracujá (foto acima), por exemplo, é ótima!
Em tempo 3: Sempre há um Bar do Adão por perto: Grajaú, Copacabana, Botafogo, Leblon, Lapa, Tijuca...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Termos gastronômicos (6) | Azul de carteirinha

Eu sempre digo que na outra encarnação fui um rato, não que seja fã de ratos ou acredite em reencarnação... mas com isso, quero dizer que sou totalmente louca por queijos. Recentemente, acrescentei mais dois à minha lista. Conhecem estes? E um queijo azul, você sabe o que é?

Burrata
É um tipo de queijo italiano, criado em meados de 1920 na região da Puglia, sul da Itália. A Burrata  (foto ao lado) é um meio termo entre a mussarela de búfala e a manteiga.

Queijos azuis
São queijos com uma produção mais elaborada, que resulta em uma massa macia e quebradiça, permeada por veios azulados, daí o nome dessa classe de queijos. Esses veios azulados são decorrência da injeção de culturas de Penicillium, o que confere uma aparência de bolor e um sabor e cheiro marcantes. Entre os queijos azuis destacam-se o Gorgonzola, o Roquefort e o Stilton. Normalmente as pessoas ou amam ou odeiam os queijos azuis. Eu, por exemplo, não vivo sem gorgonzola. Sou azul de carteirinha...
 
Pecorino
É um queijo italiano feito de leite de ovelha (pecora é "ovelha" em italiano). É um queijo duro, compacto, com sabor forte (dependendo do grau de maturação), muitas vezes usado ralado.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Prima Bruschetteria | Pãozinho tudo de bom!

Confesso que não botava muita fé em uma casa de bruschettas. O que esperar de um mero pãozinho com uma cobertura em cima?! Pois descobri que se pode esperar muita coisa!
Na Prima Bruschetteria, ali no Leblon, é possível encontrar uma variedade enorme de coberturas para o tal pãozinho e uma melhor do que a outra.
Destaque para a de gorgonzola e mel (6,40) e a de brie, também com mel, e nozes (9,20). E olha que nem gosto de mel... mas a combinação fica excelente! A de tomate com queijo de cabra (7,80) e a de linguiça picante (7,90) não são tão espetaculares, mas também valem à pena. E para fechar vale experimentar a de morangos com queijo mascapone e - pasmem - balsâmico! Sim, torça o nariz à vontade antes de provar, porque depois você vai é querer mais: a combinação é leve, delicada, doce na medida certa.
Agora, uma dica: vá a Prima com alguém que tenha mais ou menos o seu gosto. Como as bruschettas não são exatamente baratas (média de 8,00 por meio pãozinho), vale combinar com seu acompanhante e dividir as bruschettas, assim todo mundo experimenta um pouco de cada e não gasta muito. Foi o que eu fiz. E que pretendo fazer outras vezes, afinal aquele pãozinho é tudo de bom!

Serviço: R. Rainha Guilhermina, 95 - Leblon

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cristallo | Que os anjos digam Amém!

Chocolate com suspiro. Só isso. Tudo isso. Uma das melhores tortas que já comi. Leve, levíssima, desfazendo na boca como um... suspiro. Batizada de “Torta dos Anjos”, ela só poderia ser... dos anjos. Tudo bem, no site não dizem que é suspiro, mas um “soft de merengue”, o que, claro, é bem mais chique. Mas que diferença faz? O que importa, claro, é o resultado. E que resultado!
Só há um porém, a Cristallo veio da Oscar Freire, de São Paulo, e aterrissou no Barrashopping. E os doces fazem o mesmo caminho: nada é fabricado aqui mas, sim, é “importado" da matriz. Por isso, muitos itens do cardápio volta e meia estão em falta. E, exatamente por isso, não é garantido repetir tão cedo a torta de que você gostou. O mesmo acontece com os famosos (e lindos) docinhos: nunca todos os sabores estão disponíveis.
Mas, independentemente do risco de não encontrar sua torta favorita, se você estiver no Barrashopping, sempre vale uma passada no Cristallo. O lugar é simpático e o serviço é ótimo. E vai que você está num daqueles dias que o universo conspira a seu favor e você encontra AQUELA torta...

Em tempo: A fatia de torta custa 7,00 ou 8,50, dependendo se é “especial” ou não. A minha favorita custa apenas 7,00. Imagina se fosse “especial”...
Já os (bem) mini docinhos saem a R$ 2,80 cada.
Serviço: Barrashopping, loja: P73, Américas Expansão. Tel: (21) 2431.8970.

sábado, 13 de novembro de 2010

Montagu’s | Leia com cuidado

Vi na Revista Rio Show dO Globo e fui conferir o Montagu’s, um “pé limpo” em frente à Praça Serzedelo Correia, em Copa.
O lugar é simpático e a comida também. Pedi um Linguiça Burguer (linguiça de porco, provolone e cebolas caramelizadas, molho de abacaxi e batatas fritas) e gostei bastante. A caipirinha que pedi também estava ok.
Mas o atendimento deixou um pouco a desejar. Uma de minhas acompanhantes, por exemplo, caiu na asneira de pedir uma caipirinha com morango e, na hora de pagar, descobriu que era mais cara que a tradicional de limão. Só que isto não estava claro no cardápio, o que fez com que ela prometesse não voltar.
Mas talvez valha à pena dar um crédito e retornar para experimentar o já afamado sanduíche de cordeiro com geleia de hortelã. Dizem que é ótimo. Só não esqueça de ler bem o cardápio...

Em tempo: Meu sanduíche saiu a 19,50.
Serviço: Rua Siqueira Campos, 29 – 2547.4171

sábado, 30 de outubro de 2010

Wraps | Saudável, só para variar

Sempre morria de vontade de experimentar os wraps do Wraps do Shopping Leblon. Mas pensava...pensava...e acabava desistindo, pois achava os preços altos para o que julgava um simples enroladinho. 
Até que o providencial Peixe Urbano resolveu o problema: prato principal e entrada de 27,00 por 11,90. Agora não tinha desculpa...
Com uma política de servir alimentos naturais e menos calóricos, confesso que não foi muito fácil escolher meu prato, afinal quase tudo que é bom, faz mal... (calma, antes que reclamem, adoro um brócolis, uma couve, um tomate cereja, tá?!)
Bem, fiquei com o gaspacho, uma ótima sopa fria de tomates. E com o Chicago: um hambúrguer – light logicamente – levemente picante, com cheddar, cebolas grelhadas, tomates e molho barbecue, envolto em uma massa assemelhada a de panqueca. Realmente muito bom.
Já minha acompanhante, escolheu um tal Paulista (carne moída, azeitonas, cebola, ovo e pimenta chilli), que cá para nós, achei beeeeem sem graça.
E como meu lado “gorda” sempre acaba se manifestando, ataquei um Frozen Cinnamon Affogato de sobremesa, nem um pouco light: uma taça de sorvete de canela, café e chocolate (9,90). Aprovado!
De um modo geral gostei bem do lugar, mas continuo achando-o mais caro do que deveria. Mas sempre haverá o Peixe Urbano...

Serviço: Shopping Leblon, 4º piso, 3442.3808 e 3442.3807. www.wraps.com.br.
Em tempo: Se alguém ainda não conhece, o Peixe Urbano é um site que oferece serviços com mega descontos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fique de olho

Deu no Globo de 18.10.10
“Três restaurantes localizados em quiosques às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas tiveram suas cozinhas interditadas, ontem, durante ação de policiais da Delegacia do Consumidor (Decon). Foram apreendidos alimentos impróprios para o consumo no Arab da Lagoa, Mediterrâneo e Oke Ka Baiana Tem (...). Os gerentes dos estabelecimentos foram presos em flagrante e os locais, temporariamente fechados.
(...)
O delegado Carlos Augusto Oliveira, titular da Decon, informou que voltará a vistoriar esses restaurantes para decidir sobre a liberação, que deve ocorrer em breve, já que os responsáveis se comprometeram a fazer as adequações solicitadas (...)”
Leia o restante na matéria no site do Globo: www.oglobo.com.br.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Termos gastronômicos | Para não passarmos vergonha (5)

Continuando a série "Termos gastronômicos", apresento mais alguns termos que sempre via nos cardápios e nunca entendia o que queriam dizer. Mais uma vez, se eu estiver errada, me corrijam, please.

Aioli
Combinação típica da Provença (França). Como o nome diz, a receita inclui alho, geralmente com maionese ou óleo de oliva. Também é comum o acréscimo de pimenta, mostarda e suco de limão siciliano na receita. É um acompanhamento muito popular para peixes, carnes e vegetais. 

Pignoli
  Pignoli é a semente de um tipo de pinheiro, nativo da região do Mediterrâneo, que leva cerca de 100 anos para começar a produzir. É uma especiaria muito utilizada nas culinárias italiana e árabe. É utilizada no preparo de massas, esfihas, coalhadas e algumas sobremesas. Também é bastante usado na composição do molho pesto (aquele que leva manjericão e azeite e vai muito bem com massas). Ao lado, cookies de pignoli.

Financier de frutas
Também conhecidos por friands são pequenos bolos, leves e delicados, de origem francesa. Dizem que o nome financier demonstrava a riqueza dos ingredientes usados: manteiga e amêndoas, assim como a clientela a quem foram oferecidos: ricos executivos da Bolsa. Podem ser customizados utilizando diversas frutas, como a framboesa, por exemplo. É comum servi-los com sorvete.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lebronx | Cupuaçu é tudo!

Uma das coisas comestíveis de que mais gosto é de cupuaçu. Então, dá para entender porque no Lebronx escolhi a sobremesa muito antes do prato principal: milkshake de cupuaçu. Comi meu sanduíche de mignon com cebola roxa e gorgonzola ao vinho do porto – bem gostoso, por sinal – na velocidade da luz, só para chegar logo à sobremesa. E não me arrependi. O milkshake é tudo de bom. Quero de novo!
  
Em tempo: o milkshake, que custa R$12,90 fica muito melhor sem o chocolate que faz parte da receita original. Descobri isso porque o tal ingrediente veio faltando e pedi para acrescentar. Continuou bom, mas puro estava ainda melhor! Vale tentar pedir para vir sem ou torcer para vir faltando de novo...
Em tempo 2: apesar de vir faltando o chocolate, vale comentar que o atendimento foi excelente.
Em tempo 3: o sanduíche custou R$27,90 e deu para dividir.
Em tempo 4: Tiraram o cupuaçu do cardápio, uma verdadeira pena!!!!

Serviço: Av. Ataulfo de Paiva, 313, Leblon. Tel.: 2521.6205

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tapy Oca | Misture o que você quiser

Na verdade, se fosse para comparar, eu diria que é o Spoleto das tapiocas. Localizada no 1º piso do Botafogo Praia Shopping, achei a ideia da loja ótima, pois sou louca por uma tapioca... Por sinal não entendo quem diz que não gosta da iguaria, alegando que ela não tem gosto. A graça é exatamente essa: ela vai bem com tudo!
E no Tapy Oca tem de tudo mesmo: são 18 ingredientes salgados e outros 18 doces. Você escolhe quantos recheios deseja (varia de 6,90 a 9,90) e vê tudo sendo preparado ali na sua frente, ao estilo Spoleto, só que dentro de uma tapioca, claro.
Eu, lógico, pedi a maior de todas e com o máximo de recheio. Tomate seco, linguiça e provolone. Ficou muito bom! Não vejo a hora de voltar e experimentar alguma (exótica) combinação doce...

Serviço: Botafogo Praia Shopping, 1º piso. Tel.: 3592-9821.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nam Thai 2 | Sobremesa para homem nenhum botar defeito...

Já escrevi sobre o tailandês Nam Thai e, como deu para perceber, adoro o lugar. 
Recentemente, voltei lá e pedi pato ao molho de tamarindo (Phed Pad Makarm). Na verdade, confesso que pedi muito mais pelo tamarindo que pelo pato, pois não sou muito fã da carne, acho o sabor muito marcante. Mas não vim comentar sobre ele e, sim, sobre a sobremesa... assim que abri o cardápio, muito antes de decidir o prato principal, ela já estava escolhida: Kulfi de chocolate belga e ovomaltine com banana caramelizada e calda toffee. 
Pois bem, aí me resta abrir um parênteses... devido ao preço (20,00) quando a bendita sobremesa chegou a nossa mesa, os homens não seguraram o riso. Na verdade, nunca entendo muito bem porque os homens quase sempre riem de pratos exóticos. Principalmente, quando são exóticos e caros. E pior, muito pior, quando são exóticos, caros e pequenos. Aí eles te olham com aquela cara de “o que eu estou fazendo aqui?, devia estar em uma churrascaria” e você acaba se sentindo levemente idiota...
Mas bastou uma mordida para ter certeza de que valia cada centavo. I-r-r-e-s-i-s-t-í-v-e-l. Aí, quem riu fui eu. E como diz o ditado, quem ri por último...

Em tempo: Kulfi é uma sobremesa congelada muito cremosa, mais pesada e de textura mais densa que sorvete. No oriente, é feito tradicionalmente com leite reduzido no fogo e açúcar e moldado em formato de cone e servido como um picolé. (extraído de www.aromasesabores.com)

domingo, 5 de setembro de 2010

Woki Noodle Bar | Sabor fumaça?!

Já fazia tempo, estava querendo conhecer alguma dessas lojas especializadas em yakisobas que têm proliferado pela cidade, mais ou menos como os sorvetes de iogurte e as temakerias.
Acabei indo ao Woki Noodle Bar, no Barrashopping. A loja estava vazia, mas como a curiosidade me move, paguei para ver...
Por 14,90 você escolhe massa comum e trigo sarraceno, bifun, mix de vegetais, ou arroz e opta por um molho. Também é possível acrescentar outros ingredientes, como castanha de caju e camarões, por mais 3 ou 4 reais.
Fiquei com o de trigo sarraceno, molho bangkok (leite de coco, curry e pimenta) e acrescentei shitake. O macarrão é cozido ali mesmo na sua frente, em alguns segundos.
E bota cozido nisso. Meu macarrão estava com gosto de fumaça... E quando pensei que era implicância da minha parte, minha acompanhante observou que o dela também estava. E por sinal foi o único gosto que senti, pois o molho era fraco e em pouca quantidade. A salvação foi um shoyo disponível no balcão e sal, bastante sal.
Não vou dizer que é ruim. Mas com os 18,00 que paguei, conseguia coisa melhor, talvez o Burguer King que fica logo ali do lado. E que estava lotado...

Em tempo: Deixem-me fazer o mea culpa, o Burguer King anda em baixa após a apreensão de queijo com validade vencida. Na dúvida, fujam do Burguer King!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vintage Cupcakes | De comer (apenas) com os olhos


Lindos eles são. E estão na moda. Mas sabe aquela história de comer com os olhos?! Cai como uma luva nos bolinhos vendidos na Vintage Cupcakes do Barrashopping: são só para comer com os olhos mesmo. Quando você come com a boca descobre que eles não têm a menor graça... Escolhi um de Sonho de Valsa, aparentemente irresistível. Encontrei um bolinho sem graça, muito parecido com os tradicionais “Ana Maria” à venda em qualquer supermercado – pela terça parte do preço do tal cupcake, diga-se de passagem. E, em cima deles, uma cobertura gordurosa, sem graça assemelhada aos de doce de padaria. Não me acrescentou nada além de calorias, muitas calorias. Pode até ser que haja exceções ali, mas não me animo muito a experimentar. Os olhos que me desculpem, mas comer com a boca para mim ainda é fundamental...

Em tempo: O docinho custa 6,50.

sábado, 28 de agosto de 2010

Sawasdee | Mico impronunciável

Savagi, Suasdi, Sauasdi... Definitivamente ninguém acerta a pronúncia do nome do tailandês que fica no Fashion Mall. Não resisti e perguntei. É Savasdi. (ou não...)
Enfim, fui ao tal lugar difícil de pronunciar. E claro, não consegui pronunciar mais um monte de coisas no cardápio... Mas impronunciável mesmo foi o mico que quase paguei devido à minha ignorância culinária. Ouvi falar de um tal Filé de Saint Pierre e pedi.
Pedido anotado, o garçom confirma: “Então para a senhora é o filé de peixe...”. Filé de peixe?! Ué?! Foi aí que descobri que Filé de Saint Pierre não tem nada a ver com filé mignon. É peixe e pelo jeito é um termo tão corriqueiro que dispensa explicação. Abafa o caso. E o mais ridículo é que não como peixe...
Salva pelo garçom, troquei o peixe pelo Mussaman Curry (52,00): carne de porco refogada ao leite de coco, curry vermelho, abacaxi, cebola e batatas e salpicado com amendoim. E pimenta, claro.
Por sinal, falando em pimenta, o meu tinha uma “chama”, mas passava fácil por duas (a quantidade de pimenta vem indicada no cardápio por pequenas chamas, em uma escala de 0 a 3). Acompanhando, arroz de jasmim (aquele super-ultra branco).
O molho estava ótimo, o arroz idem, mas a carne estava média. Em relação à quantidade, foi bem razoável e deu para dividir.
Já a sobremesa... tudo bem, é um tailandês, mas qual é a função de uma sobremesa sem chocolate?! Nem arrisquei. Mas um de meus acompanhantes experimentou a de abóbora com manjar de coco e calda de caramelo. Boa mas, mas nada que valha R$ 18,00. Os preços das sobremesas, pelo jeito, são tão impronunciáveis quanto o próprio nome do restaurante e quanto ao mico que quase paguei...

Serviço: São Conrado Fashion Mall - 1º piso. Tel.:3322.2150

sábado, 21 de agosto de 2010

Uno Grill | Restam 364 dias


Meu aniversário. Na verdade, véspera do meu aniversário.
Sigo a filosofia de sempre procurar alguma promoção que me favoreça nesta data, afinal, para ir nos lugares que nada oferecem, restam os outros 364 dias do ano. Pois bem, descobri a convidativa promoção do Uno Grill, o ex-Banana Jack do Shopping da Gávea. De Domingo a quinta, levando dois acompanhantes, o aniversariante ganhava nada menos do que o prato principal e a sobremesa. Não ia deixar passar... Providenciei os dois acompanhantes e lá fui.
Pedi o Cheddar e Bacon, no qual a carne do hambúrguer vem recheada, claro, com cheddar e bacon. Isso resulta em mais ou menos 4cm de altura só de carne, que se somam a mais uns 5 ou 6cm de pão e complementos, o que torna quase impossível a missão de comê-lo. É totalmente contra indicado para que estiver em início de namoro: o mico é certo! Mas afora a vergonha, o hambúrguer estava bem satisfatório, só um pouco bem passado demais... Acompanhando, batatas fritas e molho barbecue (por sinal, única opção de molho, o que achei meio sem graça).
De sobremesa, brownie com sorvete de creme, chantilly com castanhas e o melhor: calda de chocolate quente à parte – em um potinho separado – tudo de bom o tal potinho! Só por ele já vale o retorno, afinal, ainda restam 364 dias...

Serviço: Shopping da Gávea, 1º andar. Tel.: 3456-7890.

sábado, 14 de agosto de 2010

Termos gastronômicos | Para não passarmos vergonha (4)

Continuando a série "Termos gastronômicos", apresento mais três termos que sempre via nos cardápios e nunca entendia o que queriam dizer. Mais uma vez, se eu estiver errada, me corrijam, please.

Steak Tartare
Steak Tartare, Steak Tartar ou Beef Tartar, é uma receita clássica que vem do tempo em que os tártaros comiam carne crua. É feito, obviamente, com carne crua, moída ou picada, que deve ser de primeira qualidade, sem nervos ou gorduras e deve ser preparada no momento de servir. É temperada com ingredientes fortes, como cebola, cebolinha, alcaparras, etc. É indispensável ser acompanhado de gema de ovo, também crua, normalmente colocada no centro do “bolo” de carne.

Molho bernaise
Bearnaise (pronuncia-se bearnesse) é um molho da cozinha clássica francesa à base estragão, ovo, cebola e manteiga. Pode-se usar vinho, pimenta, gotas de limão, salsinha picada, etc. É excelente acompanhamento para aves, peixes e, principalmente, para carnes grelhadas. A dificuldade para deixar o molho no ponto é uma das provas de fogo para identificar um bom cozinheiro.

Estragão
É uma herbácea usada em variados pratos como ovos, tomates, molhos, peixe, frango e picles. E é essencial no molho Bearnaise. Seu sabor é adocicado e ao mesmo tempo levemente picante, lembrando, a algumas pessoas, o cheiro e gosto do funcho (também conhecido como erva-doce). Suas folhas podem ser utilizadas tanto verdes e frescas quanto secas, dependendo da receita.

sábado, 7 de agosto de 2010

O melhor bolo de chocolate do mundo | O melhor marketing do mundo


Sim, esse é o nome do estabelecimento que abriu no shopping Rio Design: “O melhor bolo de chocolate do mundo”. Com um nome sugestivo desses é óbvio que não havia a menor chance de eu não querer experimentar. Marketing puro!  
A curiosidade era tanta que fui sozinha mesmo. Pedi o bolo “tradicional”. As outras opções são o “meio amargo” e o diet.
Foi quando descobri que o melhor bolo de chocolate do mundo é, na verdade, uma torta. Uma torta mousse ou coisa do tipo com uma cobertura crocante, quase um suspiro. Sim, é bom, mas está longe de ser um bolo. 
A fatia (bem) pequena custa R$ 8,90. Vale a pena? Vale, mas não morreria pela melhor torta, digo, melhor bolo de chocolate do mundo. Acho que o mundo é um pouco maior...

Em tempo: Um detalhe, os bolos não levam farinha nem fermento.
Em tempo 2: O melhor bolo começou e Lisboa em 1987. O sucesso foi tanto que fez o chef a cruzar o Atlântico para inaugurar uma filial em São Paulo, e agora esta, no Rio.
Serviço: Rio Design Leblon, Av. Ataulfo de Paiva, 270, subsolo.

sábado, 31 de julho de 2010

Palaphita Kitch | "Welcome to the jungle"

Continuando a série heróis do cinema, depois do Hulk do post anterior, agora foi a vez de sentir-me o Tarzan. Ou a Jane. O cenário também era o mesmo do outro post: os quiosques da Lagoa. Mas as semelhanças param por aí... depois da decepção com o Arab da Lagoa, foi muito interessante a incursão ao Palaphita Kitch, um restaurante de comida amazônica que faz você se sentir acampado no meio da selva.
Tudo começa na iluminação. Cheguei e tomei aquele susto: “devem ter fechado, está tudo escuro!”, pensei. Mas quando se chega (bem) perto, vê-se que na verdade o bar está praticamente lotado e que a não-iluminação faz parte do cenário e compõe perfeitamente com os móveis de madeira rústica. Adorei uma espécie de sofá suspenso que dá a sensação de estarmos em uma casa na árvore. Tudo sobre um chão de terra batida, hiper no clima. E como boa parte do local é descoberta, é possível admirar o céu, que colaborou conosco e caprichou na lua cheia. Perfeito. Se não chover, claro...
O bom humor também faz parte da tônica do lugar. É indispensável, por exemplo, uma chegada ao toalete. A princípio são aqueles containers horrorosos que há em qualquer grande evento. Mas dentro, um tem neon, o outro tem um ralador (para o caso de o papel higiênico terminar!) e o outro, bem, o outro é o banheiro do macaco. Literalmente. Na porta há a foto do bicho e é só abri-la para se deparar com uma enorme mão de gorila, algumas bananas e outras gracinhas do tipo. Adorei.
Mas, nossa! Já escrevi tanto e nem falei de comida... Não seja por isso... Pedimos um queijo do norte (coalho) flambado na cachaça (15,00). O garçom chegou com uma boa dose de cachaça, um isqueiro e tacou fogo no queijo bem na nossa frente. Em poucos segundos, tínhamos um queijo bêbado e delicioso. Pena que era pouco. Por sinal, percebi que os preços são salgados como um queijo de coalho e as porções são miudinhas quanto a fruta do açaí. Enfim, parti para minha 2º opção, um sanduíche chamado Jaú (19,90). Fatias de rosbife com patê de ganso, queijo, rúcula e chutney de cupuaçu. Gostei mas, mais uma vez, achei caro e pequeno. Saí com um pouco de fome. Mas quem ia ligar para a fome em um lugar desses? Um ambiente incrível... ideal para o Tarzan levar a Jane. Ou a Chita. Ou irem os 3 juntos, afinal, Amazônia é logo ali...

Em tempo: Fiquei louca para provar o carpaccio de chocolate com cupuaçu. Também há carpaccios diferentes como o de javali e o de avestruz, ainda volto lá para experimentar.
Serviço: Av. Epitácio Pessoa, s/nº - Parque Cantagalo, quiosque 20 - 2227-0837

sábado, 24 de julho de 2010

Arab da Lagoa | Verde de fome

Gosto muito do restaurante Arab que fica em frente à praia de Copacabana. Mas não posso dizer o mesmo do quiosque do restaurante, na Lagoa.
Sem muitas opções no local e atraída por um sorvete de café com cardamomo que constava da lista de sobremesas, escolhi o Arab, dentre os quiosques ali situados. Mas não cheguei nem a passar perto do tal sorvete.
Foram horas esperando para um garçom olhar, apenas olhar, para nós. Um detalhe: eu estava verde de fome (pena que isso seja só um jeito de dizer, talvez se eu tivesse ficado verde de verdade ou tivesse me transformado no Hulk alguém olhasse para nós...). Horas depois, quando o garçom finalmente lembrou que existíamos, caí na asneira de pedir um quibe com catupiry, para começar. Nossa, foi o pior quibe da minha vida. Uma massa esquisita e um catupiry mais esquisito ainda... Argh! E toca de jogar molho para disfarçar o gosto...
Isso sem falar nos altos preços dos pratos e dos R$ 6,00 por pessoa pelo couvert de uma banda muito da sem graça...
Resultado: desisti do sorvete e pedi a conta. Vai que o resto era igual ao quibe?! Isso, claro, se algum garçom resolvesse olhar para nós de novo, coisa que parecia fora de questão... Terminei a noite no Andy’s, no Leblon tomando um milkshake (verde, por sinal, pois era de menta com cookies). Foi a salvação da minha noite!
Pode ter sido um dia ruim, pode ter sido azar. Mas o quiosque do Arab não me pega mais.

Em tempo: Pelo menos o garçom teve noção e só cobrou um couvert pela mesa toda.
Em tempo2: Só para reforçar, o restaurante que fica em Copa é muito bom. Esquisito foi o quiosque da Lagoa.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Saiu no Destak

Estamos ficando famosos! O blog saiu hoje na seção Blog do Leitor do Jornal Destak, indicado por uma leitora, e com direito a foto e tudo. “De uma maneira simples, mas salpicada de humor, às vezes até um pouco ácida, a autora conta suas experiências gastronômicas em vários restaurantes do Rio de Janeiro”, explica a fiel leitora.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Termos gastronômicos | Para não passarmos vergonha (4)

Continuando a série "Termos gastronômicos", apresento mais três termos que sempre via nos cardápios e nunca entendia o que queriam dizer. Mais uma vez, se eu estiver errada, me corrijam, please.

Concassé
É uma mistura grosseiramente picada ou moída que pode ser de tomate, de pimentão, ou até mesmo de uvas. No caso dos tomates, por exemplo, deve-se retirar primeiro a pele e as sementes, para então fatiar o tomate e temperá-lo.(foto ao lado)

Crème brûlée 
"Creme queimado", em francês, é uma sobremesa que consiste em um creme rico e cremoso, feito com creme de leite, ovos, açúcar e baunilha, com uma crosta de açúcar queimado por um maçarico. Geralmente é servido frio e em recipientes individuais. Além de baunilha, podem ser usados outros ingredientes como chocolate, café, canela, coco, licores, etc. (veja a foto do creme brulée no post "um creminho (brulée) que vale por um bifinho", de 26/05)

Demi-Glacê
É um molho-base da culinária clássica francesa usado para carnes e preparado com ingredientes como caldo de carne, toucinho, polpa de tomate, alho, cenoura, vinho tinto... Um exemplo de Demi-Glacê é o molho lisinho e brilhante que vem no Steak au Poivre (filé com pimenta, de que já falamos em outro post). Este molho também é chamado  por alguns de Molho Espanhol ou Molho Escuro.

sábado, 10 de julho de 2010

Di Francis | A super torta


Tudo bem, torta não é exatamente comida, mas também não deixa de ser, não é?! Precisava deixar registrado como gosto da torta do Di Francis. Escondido em um canto entre a peixaria e a pizzaria do supermercado Zona Sul, em frente ao cinema Roxy, para mim, o Di Francis foi um achado. Acho que nada ganha da Superball (foto) –  massa de chocolate, recheio de um doce de leite incrível, cobertura de brigadeiro e, em cima, choco balls gigantescas, do tamanho de bolas de gude. Chego a sonhar com aquele doce de leite... Se estou em um dia meio down, a Superball é a solução, corro lá e resolvo todos os meus problemas.
Ali não tem torta ruim. Há a Chocolamour, a cheesecake, a de coco... é difícil errar. E o principal os preços são ótimos. A Superball sai a R $ 4,70 a fatia, e há outras que custam ainda menos. Isso em uma época em que já chegaram a me cobrar R$ 10,00 em uma fatia, cruz credo! É, provavelmente, a melhor relação custo-benefício do mundo das tortas. Vale a pena experimentar e entender porque afinal a superball é super…

Em tempo: volta e meia há desconto nas tortas para quem tem o chaveirinho do Zona Sul.
Em tempo 2: quando digo "relação custo-benefício", refiro-me ao preço da fatia, já as tortas inteiras andam bem carinhas...
Serviço: a doceria também tem lojas no Barrasquare, em Botafogo e no Leblon . www.difrancis.com.br.